A Pain That I'm Used To:
Um provável single do DM, essa faixa mostra a banda voltada para o Industrial.
O comentário sobre essa faixa virar um single, é porque eles já apresentaram essa música ao vivo no Top Of The Pops.
O lance de ruídos, distorções, e a guitarra, numa primeira audição me causaram uma certa estranheza... Mas é bom lembrar que eles fizeram "Dead Of Night", diria que é uma
continuação...
Sim, o refrão é empolgante, deve funcionar muito bem ao vivo, quando o pessoal já estiver com a letra na cabeça!
É uma música bem na linha da MTV, tomara que divulguem, devido a estar pesada, tentando soar como algo 'moderno' ou 'novidade'. Talvez, junto com o album todo, ela acabe ficando ainda mais interessante.
Pelo que entendi, ela deve servir 'pra quebrar' o álbum, chamar a atenção mesmo... (afinal, ela abre o álbum, de ato, eu diria que ela tenta fazer o que "I Feel You" fez no álbum Songs Of Faith: causar impacto!)
Sim, é uma faixa boa, não estou aqui dizendo que ela é ruim... Digamos que
'soa diferente'....
Acho que ela vem dizer que "pop sim, mas flertamos com rock também.".
John The Revelator:
Com uma pequena intro 'synth', já parte direto para uma 'batida quebrada', e entra a voz de Dave, rasgando o pouco instrumental inicial, depois uma batida constante beat box acelerado. A fusão 'eletrônico/rock' funciona muito bem....
O refrão é bom, tem tudo pra ficar na cabeça, deve virar um single, comercialmente falando é muito boa...
Suffer well:
Uma intro que parecia um interlúdio, é ligada rapidamente a uma levada mais pop, e batida contagiante.
"Suffer well" é de composição do Dave, e também é a faixa em que o vocal dele se parece melhor.
A faixa é bem estruturada, e combina com o caminho que álbum vai tomando.
Quase no fim da faixa, aos 3:25, uns scratchs, e ruídos vão finalizando com a batida, é interessante, uma das faixas 'mais intrigantes' do álbum.
Uma das melhores faixas do álbum, tem tudo pra ser um single também.
The Sinner In Me:
Ligada aos ruídos da faixa anterior, "The Sinner In Me", é mais pro lado 'dark/industrial' que lembra o Nine Inch Nails.
Também é repleta de efeitos e ruídos, aqui eu citaria o termo 'soturno'.
A 'faixa estranha' que é a cara do DM. (e que eu gosto demais quando fazem esse tipo de música)
Precious:
Uma faixa que funciona desde o começo, uma ótima idéia para um 'single inicial', é até agora, a mais comercial do álbum, lembra bem o Depeche na fase 86-90, o refrão é contagiante.
Na sua melodia, há algo que nos remete a "Enjoy the Silence".
A versão americana do single é pra ter duas faixas a mais que os singles europeus, os remixes também são bem comerciais. Com certeza vai se dar bem nas paradas do mundo todo. Será uma das músicas 'clássicas' do DM. O clipe é belíssimo...
Macrovision:
Interpretada pelo Martin, como não poderia deixar de ser, é uma das faixas 'difíceis' do álbum. Melancólica (como sempre, o Martin adora interpretar as mais estranhas), bem parada, com batidas invertidas e quebradas, outra faixa 'soturna'...
A faixa combina mais nos trabalhos solos dele, do que pra uma faixa do 'Depeche'...
I Want It All:
Faixa escrita pelo Dave, aqui mostrando mais um pouco da sua melancolia
Uma balada lindíssima, forte, com uma bela produção, uma tendência prá 'trip hop'.
Nothing's Impossible:
Outra faixa pesada, começa pesada, e depois entra uma batida mais constante, é muito bacana, a fusão 'rock' com 'eletrônico' parece ser o 'rumo certo' do Depeche Mode.
Com paradas interessantes, e uma melodia marcante, vai agradar aos fãs logo na primeira audição.
Essa é a terceira música composta por Dave para o álbum do DM.
Introspectre:
A faixa instrumental do álbum!!!
Não sei se vai virar 'intro' em shows, mas é na linha daqueles 'famosos' interlúdios que sempre estão nos discos da banda.
Damaged People:
Outra faixa cantada pelo Martin...
Tem um quê de 'saudosismo' com super produção, faixa bem lenta, com estilo 'Martin Gore' de ser.
Lillian:
Outra faixa que nos remete ao período de 86-90, tem uma batida constante, 'synth' bem na linha do álbum Black Celebration.
A letra é bacana, mas o refrão, chega a ser um pouco enjoativo, repetitivo demais, mas o 'instrumental' é excelente. Também deve agradar aos fans, é de fácil assimilação.
The Darkest Star:
A faixa 'dark-ambient' do álbum, aliás de onde originalmente foi extraído o nome do álbum Playing the Angel.
Novamente, boa produção...
Free (B-side of Precious):
Mais uma daquelas faixas que me pergunto: porque 'b-side'? Poderia estar no álbum, de tão boa que é...
'Pop chique', Depeche Mode puro...
Batida constante, refrão bacana. Faz uma tremenda falta dentro do álbum, sem dúvida.
Por fim, quero concluir dizendo que sim, DM é 'pop', mas está ligado em 'rock', e vem fazendo
junções estranhas. Confesso que me surpreendo com a capacidade de mudança
da banda.
Quem espera um álbum inteiro na linha de Precious, com certeza vai se surpreender com Playing The Angel. O álbum é moderno, digamos 'atual', mostra um lado 'feroz' do Depeche Mode... (daí acho o nome do álbum perfeito, pois 'de santinhos' definitivamente, eles não têm nada...)
Tem o lado 'dark eletrônico' de sempre, que estamos habituados a ouvir, mas, mostrando uma 'vontade de renovação' dessa vez, diferente.
Um álbum muito bom, para uma banda que completou 25 anos de carreira, e já vendeu milhões de álbuns e singles, e esteve nas paradas por inúmeras vezes.
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